quinta-feira, 17 de setembro de 2009

In my life


There are places I remember all my life,

Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I've loved them all.

But of all these friends and lovers,
There is no one compares with you,
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new.

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before,
I know I'll often stop and think about them,
In my life I'll love you more.

sábado, 12 de setembro de 2009

Resposta

E se fosse simples pensar como Fritz Perls do dia pra noite... rs
Vida boa mesmo é aquela na qual a gente sente e pronto, sem regras disso ou daquilo.

Se eu faço unicamente o meu

e tu o teu

corremos o risco de perdermos

um ao outro e a nós mesmos

Não estou neste mundo para

preencher tuas expectativas

Mas estou no mundo para me

confirmar a ti

Como um ser humano único para

ser confirmado por ti

Somos plenamente nós mesmos

somente em relação um ao outro

Eu não te encontro por acaso

te encontro mediante uma vida

atenta

em lugar de permitir que as coisas

me aconteçam passivamente

Posso agir intencionalmente para

que aconteçam

Devo começar comigo mesmo,

verdade,

mas não devo terminar aí:

a verdade começa a dois.


A.

Gestalt

Eu faço as minhas coisas e você faz as suas. Não estou neste

mundo para satisfazer as suas expectativas e você não está

neste mundo para viver conforme as minhas. Você é você, eu

sou eu. E se por acaso nos encontrarmos será maravilhoso. E

se não, não há nada a fazer.


Fritz Perls

terça-feira, 1 de setembro de 2009

É só uma gota de sangue em forma verbal

Hoje é um daqueles dias em que eu choraria rios e mares. Quando até o que deveria ser bom incomoda só pelo fato de existir. Tola... Não há mais lágrimas reais, ensinaram-me enganar o sofrer com o fim de não gastar a alma - fábrica de dor. E aí cessou a água dos olhos, essa tristeza que termina no papel ou no teclado, assim, perturbando. Certa vez um iceberg tomou conta do meu peito e a vida foi passando, como que pré-escrita, por cima das linhas tortas do destino, com excesso de brilho e ausência de sentimento. E foi pouco, parece, pelo que hoje retorna. E desta vez eu não tenho escolha.













"Loucura, não me repreenda, eu amei demais"

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sei que tudo é um jogo. Ou uma brincadeira, melhor. Às vezes um leilão de sentimentos. E quem dá mais por uma alma cansada de vagar sentindo dor? Eu pago o preço que custar para ser feliz de novo.

domingo, 9 de agosto de 2009

Insônia

Fotografias me fazem lembrar do momento exatamente como ele se deu. Engraçado, ultimamente parei na sessão nostalgia de me mandar para o passado e ver onde deixei meus pedaços. Alguns para trazer de volta, outros não, relembrar basta, como na canção, Basta de clamares inocência, de Cartola, belíssimamente interpretada por Elis Regina, aquela baixinha danada. Música é assim comigo, vai aparecendo no meio da história(rs).
Então hoje encontrei umas fotografias, dos tempos de uma Nikon analógica. A vida estampada em momentos estáticos. Como é possível que aquele papelzinho transporte-nos a lugares e tempos tão distantes? A fotografia eterniza tudo. Até aquilo que não queremos mais lembrar. Vou dormir que já é tarde.

O MORTO QUE CANTA

Há uma morte que vem de fora e uma morte que cresce por dentro. Cada uma delas produz uma dor diferente. Nas representações artísticas, como na tela terrível de Brueghel, a primeira que é representada - como cavaleiro de alfanje na mão. Ela chega sem ser convidada, como intrusa, nas mãos do assassino, no acidente que mata como um raio, na doença que entra e vai tomando conta do corpo, por mais que se tente mandá-la embora... Aparece como uma interrupção. No seu livro 'Lições de abismo', Gustavo Corção lamentava-se de que a vida não fosse como uma sonata de Mozart: curta, não mais que 20 minutos. E, no entanto, nesse curto tempo, tudo que há para ser dito é dito. Os últimos acordes nada interrompem. Apenas completam. O que se segue, então, é o silêncio da saudade, abençoadamente feliz, pois é o silêncio que vem depois da experiência da beleza. Que pena que a vida não seja assim... Pois o que acontece é que a sonata é abruptamente interrompida pela morte intrusa, um golpe de desarmonia bruta desferido por uma potência sinistra, surda à melodia que se queria cantar. E a sonata fica ali, quebrada ao meio, fragmento, caco, incompleta...
A morte do suicida é diferente. Pois ela não é coisa que venha de força, mas gesto que nasce de dentro. O seu cadáver é o seu último acorde, término de uma melodia que vinha sendo preparada no silêncio do seu ser. A primeira morte não foi um gesto; foi um acontecimento de dor. Mas no corpo do suicida encontra-se uma melodia para ser ouvida. Ele deseja ser ouvido. Para ele valem as palavras de César Vallejo: "su cadáver estava lleno de mundo". O seu silêncio é um pedido para que ouçamos uma história de cujo acorde necessário e final é aquele mesmo, um corpo sem vida.(...)"

Rubem Alves em 'O Quarto do Mistério'